sexta-feira, 15 de julho de 2011

Só eu.


Onde percebes ilusão
eu vejo poesia
entre semi-deuses
eu tropecei na lancheria

Tudo pode ser
sem esperar acontecer
chuvas de verão, castelos de imaginação,
sempre viajei sozinho
em jardins de papelão

Sem tudo estar perdido, então.
Vou chorar um rio
Mas chorar a luz do luar,
Lagrimas de estrelas, emoção

Ser feliz é não saber, correr...correr...
E porque parar?
Deixa a dor não estar
Nunca mais

Seguir é não ter fim
Embalar-se neste crepúsculo laranja
Delicado como um poema
Luminoso como um picolé de limão

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Entre Auroras e Tropeços

Permitam-me salvar aquele menino que habita os porões da minha alma. Descobrir os mistérios da cidade. Achar o brinquedo que eu perdi na calçada.

Eu quero voar de novo com a minha bicicleta, mesmo que desta vez, o ET não esteja na carona.

Coleciono fracassos, mas, creio na ressurreição da vida. Continuo a ser a esperança dos loucos e desajustados. Duvido das minhas certezas, para poder viver exclusivamente da fé. Pode parecer loucura, mas, eu sempre gostei de montanhas russas.

Repilo os perfeitos, os campeões, os prepotentes. Mas por outro lado, tenho empatia a todos os desajeitados, os estranhos, os iludidos na sua desilusão, àqueles que continuam a insistir em fazer serenatas, mesmo que a janela da varanda nunca tenha se aberto.

Vou ao encontro dos que sentam no fundo da sala, daqueles que não se levam muito a sério, dos que nadam contra a corrente esperando a onda perfeita, mesmo não sabendo surfar direito.

Trago nas dobras da alma a esperança de um desfecho feliz, para uma história tão ensaiada e sonhada, que ainda não foi totalmente contada.



Minha vida...





Luciano Martini

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Eu sou assim



Hoje eu sou reflexo do que tentei ser

resultado daquilo que não consegui

sou mosaico de estórias

menino que se perdeu no parque


sou sempre busca

sou sempre sonho

um poeta que habita em mim

mas, naquele parque

quase sem querer


encontrei um jardim.




Luciano Martini

terça-feira, 21 de junho de 2011

Saudade de quem se foi...


Eu devia ter perguntado como seria a vida depois de ti,

mas, tive medo da resposta.

Pois, lá no fundo eu já sabia...

Eu sabia que o céu nunca mais teria o mesmo azul,

que os pássaros de tão chateados não cantariam como antes,

que o arco-íris perderia uma cor,

e que meu sorriso ficaria marcado.

Sabia que sentiria falta do teu abraço

que a tua ausência estaria sempre presente

e que carregaria comigo a esperança

de um dia te reencontrar.



Luciano Martini

sábado, 18 de junho de 2011

Distante



O distante traduzo

em versos viajantes

livres sonhadores

em sussurros do vento

que o sentimento esvazia



Os meus longes

de água molham

a minha face a procura de:

reflexo...







Luciano Martini

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Só eu.


Onde percebes ilusão
eu vejo poesia
entre semi-deuses
eu tropecei na lancheria

Tudo pode ser
sem esperar acontecer
chuvas de verão, castelos de imaginação,
sempre viajei sozinho
em jardins de papelão

Sem tudo estar perdido, então.
Vou chorar um rio
Mas chorar a luz do luar,
Lagrimas de estrelas, emoção

Ser feliz é não saber, correr...correr...
E porque parar?
Deixa a dor não estar
Nunca mais

Seguir é não ter fim
Embalar-se neste crepúsculo laranja
Delicado como um poema
Luminoso como um picolé de limão


Luciano Martini

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Oração


Afagas o mundo todo
com os teus abraços
e encerras em teus lábios
o segredo da minha existência
Teus olhos acalmam meus mares
e impedem tremores na minha terra
Nas tuas mãos escondes maravilhas
que povoam meus sonhos
e todos os dias renascem novas histórias
O teu peito é a minha cama,
porque me embala e me eleva
sempre que a respiração acelera
Os teus dedos são voláteis,
descobrem tesouros escondidos
e põem flores no meu caminho
mesmo depois da Primavera
Eu durmo de espírito limpo,
aos pés da tua cama,
todas as noites perto do Paraíso.


Luciano Martini

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Se não houver


Se não houver...

um sorriso por trás dos montes
nem braços abertos
depois das pontes
as estradas serão rios
em que nadamos por nada




Luciano Martini

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Esta minha Loucura


Eu sou um louco
que empunha uma
bandeira branca em
meio a guerra

carrego a espada
até em marchas
pela paz

Se não me seguro
choro em nascimentos
e rio em funerais

E o meu rio
não se contém
que vir a_mar...


Luciano Martini

Longos Corredores


Entre corredores
nos instigam silentes
segredos e murmúrios
Em ágeis sombras que
flutuam em neblinas:

tão sós, tão luas, tão nós...


Luciano Martini

terça-feira, 24 de maio de 2011

Esperança


Não há caminhar sem tropeço
e quando o horizonte se nubla
o sol é um recomeço




Luciano Martini

Barco tristonho


Barco tristonho
permanece na garrafa

Que importa o tamanho?
Lugar de barco deveria ser sempre o oceano...


Luciano Martini

Eu tenho um plano


Eu tenho um plano...
Vou mandar fazer um terno azul e comprar sapatos dourados para festejar a alegria de viver, dançando desajeitadamente até que a minha pele transpire luz e a minha boca profira perfumes.
Vou tatuar em meus olhos a figura de um menino com sua pipa, para que jamais falte a inocência em meu olhar.
Vou cruzar esquinas e praças a procura dos seresteiros que cantam ao luar e, no contorno dos dias amarram fitas brancas nas sinaleiras.
Vou criar um sinal secreto para que todos os poetas da vida me reconheçam, e ao cruzarem por mim nas avenidas da cidade, possam acenar com lenços rasgados.
Vou comprar um relógio que não marque as horas, mas distinga os momentos cruciais do dia, para que eu possa valorizá-los devidamente.
Vou me fingir de morto, mas estarei pronto a renascer, para que no momento certo eu possa recitar os versos que transformam pedra em sorrisos.
Vou me fazer de estúpido, mas a noite arquitetarei projetos para mudar o mundo.
Eu tenho um plano...



Luciano Martini

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Estou Lendo

De mil experiências que fazemos, no máximo conseguimos traduzir uma em palavras, e mesmo assim de forma fortuita e sem o merecimento do cuidado. Entre todas as experiências mudas, permanecem ocultas aquelas que, imperceptivelmente, dão às nossas vidas a sua forma,o seu colorido e a sua melodia.
... desde que passei a ver as coisas assim, tenho a sensação de ,pela primeira vez, estar atento e lúcido.

Trecho do livro "Trem noturno para Lisboa"de Pascal Mercier.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Estrelas Cadentes


do infinito
a atirar-me estrelas com estilingue
e acertar olhos esperançosos
mergulhar neste mar
e encher a boca
com sal(dades)



Luciano Martini