quarta-feira, 7 de março de 2012

Pequenas Lembranças


Invoco as pequenas lembranças,
detalhes da memória,
e rogo a elas
que me deem
poemas-esquecimentos,
poemas ternos,
daqueles cujo tempo apaga
e o vento leva,
poemas leves,
como a brisa que acaricia
o meu rosto
para que os tais,
em um dia amargo,
sejam meus,
sejam eu...


Luciano Martini

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Onde moram os Sonhos



Os olhos carregam os sonhos.
À noite, quando as pálpebras como cortinas são fechadas, eles aparecem pra brincar conosco e
como estrelas brilham na madrugada.
Mas isto não quer dizer que eles não existam de dia, quando estamos acordados.
Pois eles continuam por lá.
Escondidos no olhar...
Luciano Martini

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Ousadia


Me encanta
da praia ver o mar
mas há lugares
onde só chega
quem não tem medo de naufragar.



Luciano Martini

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Águas Profundas


Eu fui chegando assim, devagarinho
Com medo de falhar
Não encontrar um porto
e me perder neste mar

Por entre sonhos meus
Fui aprendendo a procurar

Nadar em águas profundas

Sem receio de me olhar...


Luciano Martini

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Mais uma de Crepúsculo




Um crepúsculo poetiza a vida,

pois o sol e o horizonte vem brincar juntos.

Trazem nuvens coloridas para completar o espetáculo e vão embora.


E ficam em nós...








Luciano Martini

O maior desafio



O desafio de um teólogo não é desvendar mistérios,

mas aprender a conviver com eles.




Luciano Martini

O início da velhice



Ficamos velhos quando começamos a desejar que o futuro seja igual ao presente...




Luciano Martini

A Beleza



Toda beleza deste mundo é uma sombra de Deus.




Luciano Martini

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Estações




A vida como um jardim enfrenta estações.
O verão nos desafia, nos encanta aquece a alma e alegra o coração. O inverno nos convida ao recolhimento, a meditação, recomenda o estar próximo, firma laços e nos faz mais fortes.
O outono é um lembrete de nossa humanidade, que somos finitos, seres crepusculares, tristes e belos como um poema, e que é preciso estar sempre em renovação como as folhas das árvores.
A primavera é tempo de cores e aromas, novas sensações que celebram a vida. Como seiva, nossas emoções pulsam na alma. Queremos viver, desabrochar na história, construir jardins, experimentar a doçura dos frutos como se fosse mel, nos lambuzarmos de lembranças e brindarmos o privilégio de estar vivo com um sorriso e uma oração.
A fé é uma certeza : - O melhor está por vir...










Luciano Martini

Sinais



Quando se honra os pais na verdade se está honrando quem está por detrás dos pais : Deus
Deus, mesmo sendo invisível aos olhos humanos, escolheu diversos elementos visíveis para se revelar, para estar presente. Os pais são um sinal de que Deus existe.
Cada abraço, cada conselho, cada carinho, cada ato de proteção, cada sorriso, cada gesto de afeto dos pais para com seus filhos é uma dádiva de Deus.
Pois Deus se esconde no olhar compassivo da mãe e na mão estendida do pai que orienta e sustenta.
Quem tem ou teve uma mãe amorosa e um pai presente teve a oportunidade de conhecer um pouquinho de Deus... talvez a melhor parte de Deus...









Luciano Martini

Fraternidade




Quem tem um irmão nunca está sozinho.

É como se uma parte de nós morasse em outro corpo.
Mesma família, mesma história, mesmas experiências, mesma casa, mas
dois corpos... que se dividem para que a possibilidade do abraço possa existir.
É como ter um espelho vivo, onde possamos nos reconhecer mesmo nas
diferenças.

Vai além dos laços de sangue é comunhão de almas, cumplicidade da
vida, parceiros de existência.








Luciano Martini

sábado, 15 de outubro de 2011

Nevoeiro






Por entre pinhais, perdido, mergulhei no nevoeiro embraquecido. Sedento de vida, ouvi o sussurro: era talvez a voz da chuva chorando, um sorriso nublado ou um coração partido. Algo que de tão longe me parecia oculto gravemente, coberto pela névoa, um murmúrio ensurdecido por imensos outonos, pela entreaberta e úmida treva das folhas. Porém ali, vagando por trilhas do bosque, o orvalho caiu sobre meus olhos e secou meu coração. E seu sabor errante subiu como lua que adentra nas nuvens, como se, repentinamente, estivessem me procurando nas ruas por onde andei, na terra perdida da minha infância.



Generosamente a noite se compadeceu de mim e me protegeu com seu cobertor de sonhos.









Luciano Martini

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Grandeza


Tudo bem !!!

Eu sei que ele era somente um riacho.

Ah! Mas que ele tinha um jeitão de mar, isso tinha...




Luciano Martini