
Encantei-me com as nuvens, como se fossem calmos recantos de um pensamento pacífico. No vazio de tudo eram lembranças de um mundo deslumbrante. Em silêncio via-as deslizar em rastros de esperança e possibilidades luminosas. Tão suaves que aprisionavam minha atenção. Que melodia, que sinfonia, mas em silêncio na alva unânime!
Um sopro do devaneio que repousa num verso que não foi escrito, somente sentido.
Aquela dança despertava formas familiares, os cavalos, os barcos, as ondas, as montanhas, um sorriso...
Iam as nuvens revelando um novo caminho naquele deserto. Meus pés estavam secos, mas meu olhos viajavam por horizontes de ribeiros verdes.
No imenso prazer de ver um mar transparente, continuo a navegar em céu aberto, o olhar e o sonho.
Luciano Martini
Um comentário:
Olá, Luciano!
Olhar o mundo com esse encantamento é um encanto... suave.
Transmite paz o teu texto. Maravilhoso!
Forte abraço
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