
Quero saber se você vem comigo
a não andar e não falar,
quero saber se ao fim alcançaremos
a incomunicação; por fim
ir com alguém a ver o ar puro,
a luz listrada do mar de cada dia
ou um objeto terrestre
e não ter nada que trocar
por fim, não introduzir mercadorias
como o faziam os colonizadores
trocando baralhinhos por silêncio.
Pago eu aqui por teu silêncio.
De acordo, eu te dou o meu
com uma condição:
a não andar e não falar,
quero saber se ao fim alcançaremos
a incomunicação; por fim
ir com alguém a ver o ar puro,
a luz listrada do mar de cada dia
ou um objeto terrestre
e não ter nada que trocar
por fim, não introduzir mercadorias
como o faziam os colonizadores
trocando baralhinhos por silêncio.
Pago eu aqui por teu silêncio.
De acordo, eu te dou o meu
com uma condição:
não nos compreender
Pablo Neruda
Pablo Neruda
3 comentários:
Bom dia, Luciano!
Estou em silêncio...
Abraços, poeta!
Luciano. Faz tempo que não pouso por aqui. Bem. Que escrito belo de Pablo Neruda. "O principal é nós fazermos do principal o principal". Sermos silêncio para ouvirmos a voz do que é possuidor de um olhar aquecido.
Abraços e paz
Priscila Cáliga
Maravilhoso.
Simplesmente Pablo Neruda.
Forte abraço.
alexmaltta.blogspot.com
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