sexta-feira, 26 de março de 2010

Tormenta Interna


Tocadas pelo vento
sombras vagueiam indóceis
pelos vértices da alma.

Tormentas salgam a face do silêncio
estrangulam-se entre o desespero
e a angústia

Arde o pensamento em convulsão
misturam-se às idéias
arrebatam-se os anseios

já não há calmaria...

Não existem mais estilhaços
atrás das couraças
nem no fundo do mar

O vento soprou do exílio
as palavras abandonadas.



Luciano Martini

Um comentário:

Tadeu disse...

Fascinante o momento da tempestade nos versos, tudo muda: convulsões...Gostei de como crescem as palavras que foram libertas...Ainda bem que não se fica em calmaria todo o tempo, o que seria do texto sem a dinâmica abstrata que surge a partir da tempestade!!!