terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Sinais no Céu


Este crepúsculo marcante tem que ser um prenúncio do despertar de um tempo, de um fluir contínuo indiferente ao caos, rumo a vazante do meu ser.

Ou pode ser um recomeço usual de evocações extintas,em cerimônias secretas em salas fugidias, transformadas em santuários.
Vertigem de vertigens.
Sua luz ilumina as neblinas como cortina de sinais, que escondem o rastro das coisas por entre versos redundantes, ao som de um violino levado pelo vento.

Num jardim onde caem pétalas de uma flor triste;
a brisa sopra uma esperança, que se esvanece em tranquilos dias,
num espiral de sonhos que a rigidez das horas
não podem conter.

Luciano Martini

2 comentários:

Valéria Sorohan disse...

Uau, que lindo. Fico até com vergonha de comentar tamanha exatidão poética.

BeijooO*

kmfl disse...

não podem conter...