segunda-feira, 11 de julho de 2011

Entre Auroras e Tropeços

Permitam-me salvar aquele menino que habita os porões da minha alma. Descobrir os mistérios da cidade. Achar o brinquedo que eu perdi na calçada.

Eu quero voar de novo com a minha bicicleta, mesmo que desta vez, o ET não esteja na carona.

Coleciono fracassos, mas, creio na ressurreição da vida. Continuo a ser a esperança dos loucos e desajustados. Duvido das minhas certezas, para poder viver exclusivamente da fé. Pode parecer loucura, mas, eu sempre gostei de montanhas russas.

Repilo os perfeitos, os campeões, os prepotentes. Mas por outro lado, tenho empatia a todos os desajeitados, os estranhos, os iludidos na sua desilusão, àqueles que continuam a insistir em fazer serenatas, mesmo que a janela da varanda nunca tenha se aberto.

Vou ao encontro dos que sentam no fundo da sala, daqueles que não se levam muito a sério, dos que nadam contra a corrente esperando a onda perfeita, mesmo não sabendo surfar direito.

Trago nas dobras da alma a esperança de um desfecho feliz, para uma história tão ensaiada e sonhada, que ainda não foi totalmente contada.



Minha vida...





Luciano Martini

4 comentários:

Alê disse...

Luciano,

Gostei do texto, apesar dos dissabores, dos tropeços, das dificuldades, ele me passou muita fé,

Um beijo!

lcd disse...

Estonteantemente...entranhadamente...lindo...

Karla Morgana

Canteiro Pessoal disse...

Luciano, tatuou em mim.

Vá ao jardim, meu caro... uma surpresa.

Abraços

Priscila Cáliga

Tânia Camargo disse...

Lindo texto, Luciano.
Carregado de vontades e querer de mudança...
Lindo mesmo!

Bjs,

Tânia Camargo

http://taniadecamargo.blogspot.com